A ONG Australiana NAPCAN, que cuida exclusivamente de assuntos relacionados ao bem estar das crianças, lançou há alguns anos em todo território Australiano uma campanha com o slogan "As crianças vêem, as crianças fazem".
"(...) A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumas. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância." Fonte: http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Biblioteca.aspx?v=8&pid=40
O consumismo é uma das características mais marcantes de nossa sociedade. O lucro impera, e assim molda nossos modos de ser e viver. A cultura de massas está intrinsecamente ligada ao consumismo. TEIXEIRA (2009) diz que o sistema capitalista necessita não só de um aparato infra-estrutural (produção, mão-de-obra, tecnologia, etc.), mas precisa de instrumentos que irão conquistar a dimensão subjetiva e valorativa com o intuito de convencer o sujeito a consumir produtos e serviços. Desta maneira, as propagandas veiculadas pela televisão não possuem apenas a função de vender produtos e serviços, mas sim de transmitir padrões de situações tidas como ideais, tanto em termos de valores (estéticos, morais) como em termos de satisfação. A cultura do consumo, divulgada pela mídia, molda desde cedo a subjetividade de crianças e adolescentes, que vai se consolidando em valores centrados no consumo. Inicialmente, a comunicação publicitária era voltada ao público adulto. Porém, entre as décadas de ...
Crianças Invisíveis é um projeto cinematográfico coletivo idealizado pelos produtores italianos Chiara Tilesi, Stefano Veneruso e Maria Grazia Cucinotta, que reúne 7 curtas dirigidos por 8 diretores de diferentes países (Brasil, Burkina-Faso, China, Estados Unidos, Inglaterra, Itália e Sérvia-Montenegro), entre eles a brasileira Kátia Lund. Patrocinado pelo Ministério das Relações Exteriores Italiano, com verbas revertidas para a UNICEF e o apoio da WFP , o filme traz temas como o trabalho infantil, a guerra e a criminalidade, enfatizando sem rodeios a posição negligente dos adultos e a culpa coletiva pela dramática situação exemplificada através destas pequenas histórias.
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